AS PARÁBOLAS DA OVELHA PERDIDA, DA DRACMA PERDIDA E DO FILHO PRÓDIGO - Lucas 15:1-32

 

AS PARÁBOLAS DA OVELHA PERDIDA, DA DRACMA PERDIDA E DO FILHO PRÓDIGO

 

TEXTO BÍBLICO

 

Lucas 15:-1-32

 

 

CONTEXTO

 

Jesus contou as parábolas da ovelha perdida, da dracma perdida e do filho pródigo na mesma ocasião, quando foi acusado pelos fariseus e mestres da lei de receber pecadores e comer com eles.

Naquela cultura, compartilhar uma refeição com alguém era sinônimo de aceitação, de amor e carinho pela pessoa. Significava ter comunhão com essa pessoa.

Os fariseus e mestres da lei desprezavam os pecadores (publicanos, meretrizes e outros), porque criam (intimamente) que estes não eram alvo do amor de Deus.

Por se apagarem demais à letra da lei, consideravam que Deus só poderia amar aqueles que seguissem a lei de Moisés e fossem “justos”, ou seja, que praticassem boas obras.

 

Pois vocês são salvos pela graça, por meio da fé, e isto não vem de vocês, é dom de Deus; não por obras, para que ninguém se glorie (Efésios 2:8,9).

 

Estavam tão cegos nessa visão de justiça pelas boas obras que não conseguiam se enxergar como pecadores, como pessoas que também precisavam do perdão de Deus.

Portanto, essas parábolas continham lições direcionadas a esses eruditos, ao demonstrar o valor que uma vida tem para Deus, tanto a do “justo” quanto a do perdido, que ainda está longe dos caminhos do Senhor.

 

A OVELHA PERDIDA

 

Lucas 15:1-7

¹ Todos os publicanos e "pecadores" estavam se reunindo para ouvi-lo.

² Mas os fariseus e os mestres da lei o criticavam: "Este homem recebe pecadores e come com eles".

³ Então Jesus lhes contou esta parábola:

⁴ "Qual de vocês que, possuindo cem ovelhas, e perdendo uma, não deixa as noventa e nove no campo e vai atrás da ovelha perdida, até encontrá-la?

⁵ E quando a encontra, coloca-a alegremente sobre os ombros⁶ e vai para casa. Ao chegar, reúne seus amigos e vizinhos e diz: ‘Alegrem-se comigo, pois encontrei minha ovelha perdida’.

⁷ Eu lhes digo que, da mesma forma, haverá mais alegria no céu por um pecador que se arrepende do que por noventa e nove justos que não precisam arrepender-se".

 

1. QUEM É O PASTOR?


João 10:1-18

¹ "Eu lhes asseguro que aquele que não entra no aprisco das ovelhas pela porta, mas sobe por outro lugar, é ladrão e assaltante.

² Aquele que entra pela porta é o pastor das ovelhas.

³ O porteiro abre-lhe a porta, e as ovelhas ouvem a sua voz. Ele chama as suas ovelhas pelo nome e as leva para fora.

⁴ Depois de conduzir para fora todas as suas ovelhas, vai adiante delas, e estas o seguem, porque conhecem a sua voz.

⁵ Mas nunca seguirão um estranho; na verdade, fugirão dele, porque não reconhecem a voz de estranhos".

⁶ Jesus usou essa comparação, mas eles não compreenderam o que lhes estava falando.

⁷ Então Jesus afirmou de novo: "Digo-lhes a verdade: Eu sou a porta das ovelhas.

⁸ Todos os que vieram antes de mim eram ladrões e assaltantes, mas as ovelhas não os ouviram.

⁹ Eu sou a porta; quem entra por mim será salvo. Entrará e sairá, e encontrará pastagem.

¹⁰ O ladrão vem apenas para furtar, matar e destruir; eu vim para que tenham vida, e a tenham plenamente.

¹¹ "Eu sou o bom pastor. O bom pastor dá a sua vida pelas ovelhas.

¹² O assalariado não é o pastor a quem as ovelhas pertencem. Assim, quando vê que o lobo vem, abandona as ovelhas e foge. Então o lobo ataca o rebanho e o dispersa.

¹³ Ele foge porque é assalariado e não se importa com as ovelhas.

¹⁴ "Eu sou o bom pastor; conheço as minhas ovelhas; e elas me conhecem;

¹⁵ assim como o Pai me conhece e eu conheço o Pai; e dou a minha vida pelas ovelhas.

¹⁶ Tenho outras ovelhas que não são deste aprisco. É necessário que eu as conduza também. Elas ouvirão a minha voz, e haverá um só rebanho e um só pastor.

¹⁷ Por isso é que meu Pai me ama, porque eu dou a minha vida para retomá-la.

¹⁸ Ninguém a tira de mim, mas eu a dou por minha espontânea vontade. Tenho autoridade para dá-la e para retomá-la. Esta ordem recebi de meu Pai".

 

Em João, capítulo 10, Jesus afirma que Ele é o bom Pastor, que chama suas ovelhas pelo nome e dá a vida por elas. Também enfatiza que suas ovelhas o conhecem e reconhecem a sua voz, e, por isso, o seguem.

O Pastor, portanto, é Jesus.

 

O SENHOR é o meu pastor, nada me faltará” (Salmo 23:1).

 

“O Soberano Senhor vem com poder! Com seu braço forte ele governa. A sua recompensa com ele está, e seu galardão o acompanha. Como pastor ele cuida de seu rebanho, com o braço ajunta os cordeiros e os carrega no colo; conduz com cuidado as ovelhas que amamentam suas crias” (Isaías 40:10,11).

 

2. QUEM SÃO AS OVELHAS?

As ovelhas são o povo de Deus, os salvos, a Igreja de Cristo, os seguidores Dele.

Citando outras parábolas, as ovelhas são aqueles cujo coração é a boa terra em que caiu a semente da Palavra (Mateus 13:1-23), o trigo verdadeiro (Mateus 13:24-30) e os bons peixes que foram pegos na rede (Mateus 13:47-50).

 

Aclamem o Senhor todos os habitantes da terra!

Prestem culto ao Senhor com alegria; entrem na sua presença com cânticos alegres.

Reconheçam que ele é o nosso Deus. Ele nos fez e somos dele: somos o seu povo, e rebanho do seu pastoreio.

(Salmo 100:1-3)

 

"Quando o Filho do homem vier em sua glória, com todos os anjos, assentar-se-á em seu trono na glória celestial.

Todas as nações serão reunidas diante dele, e ele separará umas das outras como o pastor separa as ovelhas dos bodes.

E colocará as ovelhas à sua direita e os bodes à sua esquerda.

"Então o Rei dirá aos que estiverem à sua direita: ‘Venham, benditos de meu Pai! Recebam como herança o Reino que lhes foi preparado desde a criação do mundo.

(Mateus 25:31-34)

 

COMO TEREI CERTEZA DE QUE SOU OVELHA?

Não somos salvos por sermos crentes nominais, por frequentarmos uma Igreja, por tentarmos ser boas pessoas ou seguir os mandamentos de Deus.

A Bíblia é clara ao expor que a salvação é obra de Deus, operada naqueles que creem em Jesus como Único Salvador. Portanto, a salvação vem pela fé.

Estamos certos de nossa salvação porque a Palavra afirma que ela vem pela fé, e podemos ter certeza de que é assim. Alguns versículos que o confirmam:

 

"Porque Deus tanto amou o mundo que deu o seu Filho Unigênito, para que todo o que nele crer não pereça, mas tenha a vida eterna.

(João 3:16)

 

Quem crê no Filho tem a vida eterna; já quem rejeita o Filho não verá a vida, mas a ira de Deus permanece sobre ele".

(João 3:36)

 

Se você confessar com a sua boca que Jesus é Senhor e crer em seu coração que Deus o ressuscitou dentre os mortos, será salvo. Pois com o coração se crê para justiça, e com a boca se confessa para salvação.

(Romanos 10:9,10)

 

"Eu lhes asseguro: Quem ouve a minha palavra e crê naquele que me enviou, tem a vida eterna e não será condenado, mas já passou da morte para a vida.

(João 5:24)

 

⁴⁰ Porque a vontade de meu Pai é que todo o que olhar para o Filho e nele crer tenha a vida eterna, e eu o ressuscitarei no último dia."

(João 6:40)

 

Além disso, temos o Espírito Santo como o selo, a garantia da nossa salvação:

 

Nele, quando vocês ouviram e creram na palavra da verdade, o evangelho que os salvou, vocês foram selados com o Espírito Santo da promessa, que é a garantia da nossa herança até a redenção daqueles que pertencem a Deus, para o louvor da sua glória.

(Efésios 1:13,14)

 

Ora, é Deus que faz que nós e vocês permaneçamos firmes em Cristo. Ele nos ungiu, nos selou como sua propriedade e pôs o seu Espírito em nossos corações como garantia do que está por vir.

(2 Coríntios 1:21,22)

 

Não entristeçam o Espírito Santo de Deus, com o qual vocês foram selados para o dia da redenção.

(Efésios 4:30)

 

Pois vocês não receberam um espírito que os escravize para novamente temer, mas receberam o Espírito que os adota como filhos, por meio do qual clamamos: "Aba, Pai".

O próprio Espírito testemunha ao nosso espírito que somos filhos de Deus.

(Romanos 8:15,16)

 

3. QUEM É A OVELHA PERDIDA?

A ovelha perdida corresponde às pessoas que serão do Senhor (pois Ele, de antemão, por sua presciência, sabe quem serão os salvos Nele), mas estão longe dele, pois ainda não o conheceram e não nasceram de novo.

 

João 10:16

Tenho outras ovelhas que não são deste aprisco. É necessário que eu as conduza também. Elas ouvirão a minha voz, e haverá um só rebanho e um só pastor.

 

"Qual de vocês que, possuindo cem ovelhas, e perdendo uma, não deixa as noventa e nove no campo e vai atrás da ovelha perdida, até encontrá-la?(Lucas 15:4).

 

Jesus não quis dizer que ele abandona as 99 ovelhas que já são do seu aprisco para encontrar a ovelha perdida. Aqui, não se trata de largá-las, de não se importar com elas. Na verdade, subentende-se que as outras 99 ovelhas estão em uma situação de segurança em Deus.

Observe que o texto bíblico afirma que a conversão de um pecador é motivo de grande júbilo e comemoração no reino dos céus:

 

Lucas 15:5-7

E quando a encontra, coloca-a alegremente sobre os ombros e vai para casa. Ao chegar, reúne seus amigos e vizinhos e diz: ‘Alegrem-se comigo, pois encontrei minha ovelha perdida’.

Eu lhes digo que, da mesma forma, haverá mais alegria no céu por um pecador que se arrepende do que por noventa e nove justos que não precisam arrepender-se".

 

Precisamos considerar que, para quem já é ovelha e já se arrependeu de seus pecados um dia, já houve essa grande festa, celebração no céu.

Trata-se de uma festa contínua (de salvação de pecadores) em que, a cada novo convertido que chega, há nova celebração (vamos ilustrar: com canhão de confetes, fogos de artifício, música e gritos de alegria, etc.).

De modo algum Jesus está querendo dizer que há maior festa no céu para quem muito pecou e se converteu a Ele do que para quem, um dia, se arrependeu de sua condição pecadora, mas não teve um testemunho de conversão de pecados “horríveis” e muitos escândalos.

Todas as suas ovelhas têm o mesmo valor para Ele, quer tenham tido um testemunho de fácil conversão ou de conversão custosa.

 

O Senhor, como Bom Pastor, elege e acolhe suas ovelhas Nele, e Ele fará o que for necessário para buscar e atrair uma ovelha sua que esteja perdida.

O Pastor não fica esperando a ovelha vir ao aprisco. Ele sai em busca dela.

 

Vocês não me escolheram, mas eu os escolhi para irem e darem fruto, fruto que permaneça, a fim de que o Pai lhes conceda o que pedirem em meu nome (João 15:16).

 

“(Aos eleitos de Deus), escolhidos de acordo com o pré-conhecimento de Deus Pai, pela obra santificadora do Espírito, para a obediência a Jesus Cristo e a aspersão do seu sangue (1 Pedro 1:2).

 

Pois aqueles que de antemão conheceu, também os predestinou para serem conformes à imagem de seu Filho, a fim de que ele seja o primogênito entre muitos irmãos (Romanos 8:29).

 

Em amor nos predestinou para sermos adotados como filhos por meio de Jesus Cristo, conforme o bom propósito da sua vontade, para o louvor da sua gloriosa graça, a qual nos deu gratuitamente no Amado (Efésios 1:5,6).

 

4. QUEM NÃO É OVELHA?

 

"Quando o Filho do homem vier em sua glória, com todos os anjos, assentar-se-á em seu trono na glória celestial.

Todas as nações serão reunidas diante dele, e ele separará umas das outras como o pastor separa as ovelhas dos bodes. E colocará as ovelhas à sua direita e os bodes à sua esquerda.

"Então o Rei dirá aos que estiverem à sua direita: ‘Venham, benditos de meu Pai! Recebam como herança o Reino que lhes foi preparado desde a criação do mundo.

(Mateus 25:31-34)

 

Quem não é ovelha, é bode.

São as pessoas que não se arrependeram de seus pecados e nem receberam o Senhor Jesus, mas continuam vivendo em seus pecados e não produzem o fruto do Espírito.

Elas não reconhecem a voz do Pastor e não o seguem.

 

Jesus lhes respondeu: "Não são os que têm saúde que precisam de médico, mas sim os doentes.

Eu não vim chamar justos, mas pecadores ao arrependimento" ((Lucas 5:31,32).

 

Pois o Filho do homem veio buscar e salvar o que estava perdido" (Lucas 19:10).

 

Eu lhes digo que, da mesma forma, haverá mais alegria no céu por um pecador que se arrepende do que por noventa e nove justos que não precisam arrepender-se" (Lucas 15:7).

 

Quando o Senhor Jesus citava os "justos" (com grifos acima) que não precisam de arrependimento, na verdade, ele se referia àqueles que não o receberam, pois não tinham necessidade de perdão.

Estes eram os próprios fariseus e mestres da lei, repletos de justiça própria.

Se Jesus veio para salvar os perdidos, que precisam se arrepender, ele não será recebido por aqueles que estão convencidos que não precisam de perdão.

Ele se coloca como Salvador de quem quiser se arrepender e ser perdoado.

Portanto, a maioria dos líderes religiosos, que rejeitou Jesus, era composta de bodes, e não de ovelhas.

 

"Ai de vocês, mestres da lei e fariseus, hipócritas! Vocês limpam o exterior do copo e do prato, mas por dentro eles estão cheios de ganância e cobiça.

Fariseu cego! Limpe primeiro o interior do copo e do prato, para que o exterior também fique limpo.

"Ai de vocês, mestres da lei e fariseus, hipócritas! Vocês são como sepulcros caiados: bonitos por fora, mas por dentro estão cheios de ossos e de todo tipo de imundície.

Assim são vocês: por fora parecem justos ao povo, mas por dentro estão cheios de hipocrisia e maldade.

(Mateus 23:25-28)

 

5. O QUE JESUS NOS ORIENTA A FAZER COM RELAÇÃO ÀS SUAS OVELHAS?

 

¹⁵ Depois de comerem, Jesus perguntou a Simão Pedro: "Simão, filho de João, você me ama realmente mais do que estes? " Disse ele: "Sim, Senhor, tu sabes que te amo". Disse Jesus: "Cuide dos meus cordeiros".

¹⁶ Novamente Jesus disse: "Simão, filho de João, você realmente me ama? " Ele respondeu: "Sim, Senhor tu sabes que te amo". Disse Jesus: "Pastoreie as minhas ovelhas".

¹⁷ Pela terceira vez, ele lhe disse: "Simão, filho de João, você me ama? " Pedro ficou magoado por Jesus lhe ter perguntado pela terceira vez "Você me ama? " e lhe disse: "Senhor, tu sabes todas as coisas e sabes que te amo". Disse-lhe Jesus: "Cuide das minhas ovelhas.

(João 21:15-17)

 

A partir do momento em que nos tornamos ovelhas maduras, que andam em comunhão com o Pastor, este nos convoca a nos importarmos com as novas ovelhas e as apascentarmos, cuidarmos delas.

Embora nem todos sejamos chamados por Deus para um ministério pastoral, a tarefa de cuidar das ovelhas é inerente ao ministério de cada cristão que evangeliza e discipula pessoas.

As novas ovelhas precisam ser alimentadas e guiadas na Palavra até se tornarem ovelhas maduras  em Cristo.

O objetivo de Jesus é que haja um só rebanho de ovelhas vivendo a vontade de Deus, de forma a usufruírem de uma vida abundante.

 

João 10:16

Tenho outras ovelhas que não são deste aprisco. É necessário que eu as conduza também. Elas ouvirão a minha voz, e haverá um só rebanho e um só pastor.

 

João 10:10-11

¹⁰ O ladrão vem apenas para furtar, matar e destruir; eu vim para que tenham vida, e a tenham plenamente.

¹¹ "Eu sou o bom pastor. O bom pastor dá a sua vida pelas ovelhas.

 

A DRACMA PERDIDA

 

 Lucas 15:8-10

⁸ "Ou, qual é a mulher que, possuindo dez dracmas e, perdendo uma delas, não acende uma candeia, varre a casa e procura atentamente, até encontrá-la?

⁹ E quando a encontra, reúne suas amigas e vizinhas e diz: ‘Alegrem-se comigo, pois encontrei minha moeda perdida’.

¹⁰ Eu lhes digo que, da mesma forma, há alegria na presença dos anjos de Deus por um pecador que se arrepende".

 

A “dracma” era uma moeda de prata “grega” equivalente à diária de um trabalhador braçal (a moeda “romana” chamada “denário” também correspondia a um dia de trabalho braçal).

Algumas pessoas sugerem que as dez dracmas da mulher eram toda a economia que ela tinha, enquanto outras apontam a possibilidade de que as moedas faziam parte de seu dote de casamento, e eram usadas como um tipo de enfeite.

A mulher da parábola, provavelmente, era pobre, pois as casas simples, naquela época, eram pequenas, tinham piso de terra batida e não possuíam janelas. Por isso a mulher acendeu uma candeia (lamparina) para encontrar a moeda.

Na parábola, cada dracma representa uma pessoa que será convertida ao Senhor, ou seja, que será salva.

Jesus dá ênfase ao esforço da mulher em encontrar a dracma.

 

Versículo 8: “procura atentamente”, “procura com muito empenho”.

 

A mulher não descansou até achar a dracma que estava perdida e, quando a encontrou, reuniu suas amigas e vizinhas para celebrar.

 

E achando-a, convoca as amigas e vizinhas, dizendo: Alegrai-vos comigo, porque já achei a dracma perdida.

Assim vos digo que há alegria diante dos anjos de Deus por um pecador que se arrepende (Lucas 15:9,10).

 

Isso demonstra que cada dracma tem muito valor para Deus. Ele não se contenta em ficar com as outras nove dracmas, se Ele tem uma perdida.

O Senhor não deseja que uma pessoa Dele fique perdida. Até por isso, já pagou um alto preço para recuperar o pecador, dando seu único Filho.

Segundo a matemática de Deus, cada alma a ser alcançada vale mais que o mundo inteiro. Em outras palavras, não tem preço.

 

“Homem algum pode redimir seu irmão ou pagar a Deus o preço de sua vida, pois o resgate de uma vida não tem preço” (Salmo 49:7-8).

 

O FILHO PRÓDIGO

 

(Lucas 15:11-32)

¹¹ Jesus continuou: "Um homem tinha dois filhos.

¹² O mais novo disse ao seu pai: ‘Pai, quero a minha parte da herança’. Assim, ele repartiu sua propriedade entre eles.

¹³ "Não muito tempo depois, o filho mais novo reuniu tudo o que tinha, e foi para uma região distante; e lá desperdiçou os seus bens vivendo irresponsavelmente.

¹⁴ Depois de ter gasto tudo, houve uma grande fome em toda aquela região, e ele começou a passar necessidade.

¹⁵ Por isso foi empregar-se com um dos cidadãos daquela região, que o mandou para o seu campo a fim de cuidar de porcos.

¹⁶ Ele desejava encher o estômago com as vagens de alfarrobeira que os porcos comiam, mas ninguém lhe dava nada.

¹⁷ "Caindo em si, ele disse: ‘Quantos empregados de meu pai têm comida de sobra, e eu aqui, morrendo de fome!

¹⁸ Eu me porei a caminho e voltarei para meu pai, e lhe direi: Pai, pequei contra o céu e contra ti.

¹⁹ Não sou mais digno de ser chamado teu filho; trata-me como um dos teus empregados’.

²⁰ A seguir, levantou-se e foi para seu pai. "Estando ainda longe, seu pai o viu e, cheio de compaixão, correu para seu filho, e o abraçou e beijou.

²¹ "O filho lhe disse: ‘Pai, pequei contra o céu e contra ti. Não sou mais digno de ser chamado teu filho’.

²² "Mas o pai disse aos seus servos: ‘Depressa! Tragam a melhor roupa e vistam nele. Coloquem um anel em seu dedo e calçados em seus pés.

²³ Tragam o novilho gordo e matem-no. Vamos fazer uma festa e comemorar.

²⁴ Pois este meu filho estava morto e voltou à vida; estava perdido e foi achado’. E começaram a festejar.

²⁵ "Enquanto isso, o filho mais velho estava no campo. Quando se aproximou da casa, ouviu a música e a dança.

²⁶ Então chamou um dos servos e perguntou-lhe o que estava acontecendo.

²⁷ Este lhe respondeu: ‘Seu irmão voltou, e seu pai matou o novilho gordo, porque o recebeu de volta são e salvo’.

²⁸ "O filho mais velho encheu-se de ira, e não quis entrar [na festa]. Então seu pai saiu e insistiu com ele.

²⁹ Mas ele respondeu ao seu pai: ‘Olha! todos esses anos tenho trabalhado como um escravo ao teu serviço e nunca desobedeci às tuas ordens. Mas tu nunca me deste nem um cabrito para eu festejar com os meus amigos.

³⁰ Mas quando volta para casa esse seu filho, que esbanjou os teus bens com as prostitutas, matas o novilho gordo para ele! ’

³¹ "Disse o pai: ‘Meu filho, você está sempre comigo, e tudo o que tenho é seu.

³² Mas nós tínhamos que comemorar e alegrar-nos, porque este seu irmão estava morto e voltou à vida, estava perdido e foi achado’ ".

 

A parábola do filho pródigo foi usada por Jesus para ilustrar o relacionamento de Deus com o homem pecador, demonstrando o amor do Senhor pelos seus filhos perdidos.

Na parábola, podemos ver que os dois filhos possuíam problemas de relacionamento com o Pai, que representa Deus.

 

CONTEXTO

Antes de mais nada, é preciso ressaltar que não existe “herança” de pessoa viva. O art. 426 do Código Civil dispõe: art. 426. Não pode ser objeto de contrato a herança de pessoa viva”.

Da mesma forma, na época de Jesus não existia herança de pessoa viva. E os antigos judeus ainda advertiam os chefes de família para que não dividissem seus bens prematuramente aos filhos.

Entretanto, no texto acima, vemos que o pai (bem provavelmente por muita insistência do filho mais novo) deu-lhe a sua “parte” na herança.

Disso extraímos que temos que ter cuidado com o que pedimos a Deus. Embora possa não ser a vontade Dele, se você muito insistir, poderá não ter a bênção de Deus, mas a permissão dele para que algo aconteça. Assim, o correto é nossa oração ser nos termos de Tiago 4:13-16.

 

Tiago 4:13-16

¹³ , que dizeis: Hoje, ou amanhã, iremos a tal cidade, e lá passaremos um ano, e contrataremos, e ganharemos;

¹⁴ Digo-vos que não sabeis o que acontecerá amanhã. Porque, que é a vossa vida? É um vapor que aparece por um pouco, e depois se desvanece.

¹⁵ Em lugar do que devíeis dizer: Se o Senhor quiser, e se vivermos, faremos isto ou aquilo”.

 

O FILHO MAIS NOVO


O filho mais novo representa as pessoas que estão perdidas fora do contexto da Igreja. Corresponde àqueles que serão alcançados pelo Senhor, que serão salvos, mas ainda não conheceram, de verdade, o amor de Jesus.

O filho mais novo não tinha entendido, nem recebido o amor do Pai, mas cobiçava as coisas do mundo. Seguia a cobiça da carne, a cobiça dos olhos e a ostentação dos bens.

Trabalhando na propriedade do pai, sentia-se como um escravo, sendo tolhido de fazer o que bem queria. Na verdade, ele não sabia o que é a verdadeira escravidão (do pecado).


O amor ao mundo

 

1 João 2:15-17

¹⁵ Não amem o mundo nem o que nele há. Se alguém amar o mundo, o amor do Pai não está nele.

¹⁶ Pois tudo o que há no mundo — a cobiça da carne, a cobiça dos olhos e a ostentação dos bens — não provém do Pai, mas do mundo.

¹⁷ O mundo e a sua cobiça passam, mas aquele que faz a vontade de Deus permanece para sempre.

 

A cobiça da carne busca satisfazer o apetite carnal e físico/material. É o homem sobrevivendo em busca do prazer por si só – vide doutrina do “hedonismo”, segundo a qual o prazer é o caminho para a felicidade (ex. querer usufruir do melhor dos bens – ganância, materialismo; comer e beber do melhor e fazer disso um objetivo – gula; ser guiado pela sensualidade – imoralidade sexual; buscar o próprio prazer em detrimento do bem-estar dos outros – preguiça, egoísmo, exploração de pessoas).

A cobiça dos olhos refere-se a ser guiado pela ilusão e vaidade das coisas mundanas. Desejar o que agrada aos olhos, ceder às tentações, sem se importar com o que é pecado e imoral. As pessoas que cedem à cobiça dos olhos são levadas pela inveja, ganância e o desejo de serem reconhecidas por outras pessoas (desejo exacerbado de ter/receber mais do que os outros).

A ostentação dos bens e a soberba da vida vêm do orgulho das conquistas mundanas, gerando arrogância e uma vida fútil, superficial e concentrada naquilo que é material. A pessoa passa a ser o que ela tem, o que ela ostenta e apresenta ao mundo em termos de materiais.

Ex. redes sociais e status. Pedir um prato caro num restaurante caro (mesmo não correspondendo ao seu padrão de vida), tirar foto e postar no Instagram para as pessoas verem e pensarem que você pode comer ali.

 

O filho não valorizava o amor do Pai, mas amava os bens materiais do Pai, o conforto de que usufruía naquela casa.


A ruína causada pelo pecado

O filho mais novo pediu a parte que lhe cabia da herança e foi viver dissolutamente numa região distante, gastando tudo de forma leviana e irresponsável. Perdeu tudo o que tinha e começou a passar necessidade.

Em seguida, arruinado financeiramente, foi-lhe imposto um emprego para cuidar de porcos.

Para os judeus, o porco era um animal impuro.

 

⁷ E o porco, embora tenha casco fendido e dividido em duas unhas, não rumina; considerem-no impuro.

(Levítico 11:7)

 

A Bíblia cita que o filho mais novo desejou comer a lavagem dos porcos, ou seja, aquilo que um animal impuro come.

O filho mais novo, pois, estava arruinado:

- financeiramente;

- moralmente;

- sem autoestima.

Ou seja, encontrava-se no “fundo do poço”.

Podemos abrir parênteses para lembrar o contexto em que Jesus estava contando essa parábola. Ele falava aos fariseus e mestres da lei que o haviam criticado por comer com pecadores e se reunir com eles (publicanos, meretrizes e outros – pessoas impuras). Assim, fica claro que o filho mais novo representa os pecadores com que Jesus estava se reunindo, desprezados e considerados impuros pelos religiosos.

 

O arrependimento e conversão

Versículo 17: “Caindo em si”, ou seja, tendo consciência do próprio valor e do pecado que havia cometido, o filho planejou voltar ao pai e trabalhar para ele como empregado.

O fato de planejar ser contratado pelo pai como empregado demonstra seu espírito de arrependimento. Sabendo-se pecador, considerou-se indigno de ser chamado “filho”, indigno do amor de Deus.

É exatamente isso que ocorre quando nos convertemos a Jesus. Contemplando a santidade, a bondade e o amor de Deus e, tendo consciência do nosso próprio pecado, nos consideramos imerecedores da graça Dele e nos arrependemos de nossa condição pecadora.

Uma importante lição da parábola é que o filho mais novo, decidido, busca o Pai. Não adianta só ter consciência do pecado, ficar triste, mas não tomar uma atitude de mudança e ir à casa do Pai.

 

²⁰ A seguir, levantou-se e foi para seu pai. "Estando ainda longe, seu pai o viu e, cheio de compaixão, correu para seu filho, e o abraçou e beijou.

²¹ "O filho lhe disse: ‘Pai, pequei contra o céu e contra ti. Não sou mais digno de ser chamado teu filho’.

²² "Mas o pai disse aos seus servos: ‘Depressa! Tragam a melhor roupa e vistam nele. Coloquem um anel em seu dedo e calçados em seus pés.

²³ Tragam o novilho gordo e matem-no. Vamos fazer uma festa e comemorar.

²⁴ Pois este meu filho estava morto e voltou à vida; estava perdido e foi achado’. E começaram a festejar.

(Lucas 15:20-24)

 

O filho mais novo não se achava “digno” de ser chamado de filho em razão do seu comportamento. De fato, não o era. Ocorre que o Pai/Deus sabe que, por nós mesmos ou por nossos esforços, não somos dignos de sermos chamados de filhos e de nos aproximarmos Dele. Somos aceitos por Deus não pelo que fazemos ou deixamos de fazer, mas em razão do grande amor de Deus para conosco.

 

É preciso reconhecer que precisamos de Deus e buscar seu auxílio. Ninguém será salvo só por saber que é pecador e se arrepender do pecado. É preciso:

1. Se arrepender do pecado (pequei contra o céu e contra ti);

2. Buscar a Deus (foi para seu pai);

3. Fazê-lo Senhor de sua vida (submissão a Deus – aceitar ser servo);

4. Receber o Seu amor (expresso na aceitação do pai; no sacrifício da cruz);

5. Receber, de graça, o presente da Salvação (expresso pela aceitação como filho);

6. Usufruir gratuitamente das bênçãos decorrentes da condição de filho (simbolizadas pelas melhores vestes e o anel de aliança e autoridade reconquistada).

 

Da mesma forma como na parábola da ovelha perdida, Jesus diz que há uma grande festa para comemorar a salvação do filho mais novo.

 

Novo nascimento

Quando o pai disse que o filho estava morto e voltou à vida, quis dizer que seu filho estava espiritualmente morto e nasceu de novo (do Espírito).

Sobre a antiga vida no pecado e a nova vida em Cristo, a Palavra diz:

 

¹ Vocês estavam mortos em suas transgressões e pecados,

² nos quais costumavam viver, quando seguiam a presente ordem deste mundo e o príncipe do poder do ar, o espírito que agora está atuando nos que vivem na desobediência.

³ Anteriormente, todos nós também vivíamos entre eles, satisfazendo as vontades da nossa carne, seguindo os seus desejos e pensamentos. Como os outros, éramos por natureza merecedores da ira.

⁴ Todavia, Deus, que é rico em misericórdia, pelo grande amor com que nos amou, ⁵ deu-nos vida juntamente com Cristo, quando ainda estávamos mortos em transgressões — pela graça vocês são salvos.

Deus nos ressuscitou com Cristo e com ele nos fez assentar nos lugares celestiais em Cristo Jesus, ⁷ para mostrar, nas eras que hão de vir, a incomparável riqueza de sua graça, demonstrada em sua bondade para conosco em Cristo Jesus.

Pois vocês são salvos pela graça, por meio da fé, e isto não vem de vocês, é dom de Deus; ⁹ não por obras, para que ninguém se glorie.

(Efésios 2:1-9)

 

Quanto à antiga maneira de viver, vocês foram ensinados a despir-se do velho homem, que se corrompe por desejos enganosos, a serem renovados no modo de pensar e a revestir-se do novo homem, criado para ser semelhante a Deus em justiça e em santidade provenientes da verdade.

(Efésios 4:22-24)

 

O FILHO MAIS VELHO

 

O filho mais velho representa os filhos que seguem os mandamentos de Deus, mas que vivem focados nos que eles fazem/podem fazer para Deus. Eles são tão zelosos, religiosos, preocupados com sua performance, que acabando se esquecendo de contemplar o que Deus faz e pode fazer. Sua religiosidade acaba os cegando. Cegos pela sua justiça própria, consideram os outros – que não cumprem a justiça como eles – inferiores a eles mesmos.

 

(Lucas 15:25-32)

²⁵ "Enquanto isso, o filho mais velho estava no campo. Quando se aproximou da casa, ouviu a música e a dança.

²⁶ Então chamou um dos servos e perguntou-lhe o que estava acontecendo.

²⁷ Este lhe respondeu: ‘Seu irmão voltou, e seu pai matou o novilho gordo, porque o recebeu de volta são e salvo’.

²⁸ "O filho mais velho encheu-se de ira, e não quis entrar. Então seu pai saiu e insistiu com ele.

²⁹ Mas ele respondeu ao seu pai: ‘Olha! todos esses anos tenho trabalhado como um escravo ao teu serviço e nunca desobedeci às tuas ordens. Mas tu nunca me deste nem um cabrito para eu festejar com os meus amigos.

³⁰ Mas quando volta para casa esse seu filho, que esbanjou os teus bens com as prostitutas, matas o novilho gordo para ele! ’

³¹ "Disse o pai: ‘Meu filho, você está sempre comigo, e tudo o que tenho é seu.

³² Mas nós tínhamos que comemorar e alegrar-nos, porque este seu irmão estava morto e voltou à vida, estava perdido e foi achado’ ".

 

O filho mais velho, no contexto em que Jesus ensinava, correspondia aos fariseus e mestres da lei, que ficaram indignados com o fato de Jesus reunir-se com os pecadores.

A cena da parábola repetiu-se na vida real.

Na parábola, o pai saiu do ambiente da festa e, à porta, insistiu com o filho mais velho que participasse da comemoração pela mudança de seu irmão.

Na vida real, provavelmente Jesus se reuniu com o povo no terraço (acima da casa), pois, naquela época, o terraço era o local destinado a reuniões de família, reuniões sociais e orações. Alguns até armavam tendas nos terraços e usualmente dormiam ali.

 



Tal como aconteceu na parábola, Jesus provavelmente falou aos fariseus e mestres da lei que se encontravam à porta da casa, tentando ensinar-lhes o valor que a vida do perdido tem para Deus.

 

Justiça própria e religiosidade

Na parábola, o filho mais velho irou-se com o pai pelo fato de ele ter acolhido o irmão pródigo com festança e honrarias, o mesmo filho que havia dissipado sua parte na herança levianamente.

Sua ira demonstra que ele julgou a situação como injusta. E a sentença veio após uma comparação: ele se autoconsiderava um filho bom e justo e que, portanto, deveria ser louvado por sua conduta. De outro lado, entendia que o seu irmão mais novo agiu de forma errada, merecia o pior, sendo indigno do amor do pai.

 

Lucas 15:29-30

²⁹ Mas ele respondeu ao seu pai: ‘Olha! todos esses anos tenho trabalhado como um escravo ao teu serviço e nunca desobedeci às tuas ordens. Mas tu nunca me deste nem um cabrito para eu festejar com os meus amigos.

³⁰ Mas quando volta para casa esse seu filho, que esbanjou os teus bens com as prostitutas, matas o novilho gordo para ele!’

 

Observe que o filho mais velho não colocou o foco da questão em seu relacionamento com o pai, e nem se reconheceu como um filho abençoado.

Ao contrário, ele colocou luz em tudo o que havia feito, em todo o seu trabalho árduo (boas obras).

 

A religiosidade obscurecendo a identidade

O olhar do filho mais velho estava tão focado no seu próprio trabalho que ele se esqueceu das bênçãos de que usufruía na condição de filho, chamando-se de “um escravo ao serviço do pai” – versículo 29.

Ele acusou o pai de este nunca ter lhe dado sequer um cabrito para festejar com os amigos.

A resposta do pai é constrangedora:

 

Lucas 15:31-32

³¹ "Disse o pai: ‘Meu filho, você está sempre comigo, e tudo o que tenho é seu.

³² Mas nós tínhamos que comemorar e alegrar-nos, porque este seu irmão estava morto e voltou à vida, estava perdido e foi achado’ ".

 

Ao dizer: “tudo o que tenho é seu”, o pai deixou implícito que o filho poderia comer o animal que quisesse no dia em que quisesse, pois tudo lhe pertencia. Bastaria pedir ao pai, coisa que esse filho jamais fez.

 

Numa aplicação para os dias de hoje, temos que vigiar para não agir como esse filho mais velho e os fariseus e mestres da lei, nos tornando cristãos religiosos apegados à nossa performance. Ex. vou aos cultos, obedeço aos mandamentos de Deus, sou fiel nos dízimos, generoso nas ofertas, exemplar no ministério.

Quando olhamos muito para nossas obras, ficamos tão obcecados com o fazer que nos esquecemos de ser filhos de Deus: amados, abençoados, tendo amplo acesso ao Pai num relacionamento de amor infinito.

 

Se estudarmos a Palavra, veremos que temos acesso a todas as bênçãos espirituais liberadas a nós por Cristo. Mas precisamos crer que Ele nos deu acesso a elas de forma gratuita e generosa, por sermos filhos.

 

(Efésios 1:3-6)

Bendito seja o Deus e Pai de nosso Senhor Jesus Cristo, que nos abençoou com todas as bênçãos espirituais nas regiões celestiais em Cristo.

Porque Deus nos escolheu nele antes da criação do mundo, para sermos santos e irrepreensíveis em sua presença.

Em amor nos predestinou para sermos adotados como filhos, por meio de Jesus Cristo, conforme o bom propósito da sua vontade, para o louvor da sua gloriosa graça, a qual nos deu gratuitamente no Amado.

 

Que não sejamos como esse filho mais velho:

- que se esqueceu de usufruir das bênçãos dadas pelo pai;

- que deixou de viver um relacionamento amoroso com o pai (ele se via numa relação de escravidão);

- que não se atentou para o amor do Pai;

- que não teve compaixão pelos perdidos;

 

ÚLTIMA REFLEXÃO

 

Pesquisas comportamentais indicam que o peso da “perda” é bem maior do que a alegria de se ganhar o mesmo objeto (ex. partida de futebol – veja: https://extra.globo.com/noticias/saude-e-ciencia/dor-da-derrota-duas-vezes-maior-que-alegria-da-vitoria-diz-pesquisa-22809556.html  

 



Confira também:

- https://dicadehoje7.com/economia/por-que-a-dor-de-perder-r-1-000-e-maior-do-que-o-prazer-de-ganhar-r-1-000/

 

 

 https://informederendimentos.com/dor-de-perder-dinheiro/




Isso significa que, às vezes, ignoramos ou damos pouca importância para o que ganhamos. De outra parte, é comum ficarmos muito chateados com o que deixamos de receber.

Parece ter sido aquilo que aconteceu com o irmão mais velho. Ele não deu importância para aquilo que já tinha (estar na casa do pai; ter um relacionamento com o pai; ter o pai vivo; ter posses da propriedade rural). Assim, vivia amargurado, mesmo já tendo alcançado diversas bênçãos.

Temos que dar muito valor às bênçãos que já alcançamos enquanto não alcançamos a bênção maior (viver ao lado de Jesus).

A nossa trajetória na terra deve ser vista como uma bênção.

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