A PARÁBOLA DA FIGUEIRA SEM FIGOS - Lucas 13:1-9
A FIGUEIRA SEM FIGOS
TEXTO BÍBLICO
Naquela ocasião, alguns dos que estavam presentes contaram a Jesus que Pilatos misturara o sangue de alguns galileus com os sacrifícios deles.
Jesus respondeu: "Vocês pensam que esses galileus (Judeus) eram mais pecadores que todos os outros, por terem sofrido dessa maneira? Eu lhes digo que não! Mas se não se arrependerem, todos vocês também perecerão.
Ou vocês pensam que aqueles 18 que morreram quando caiu sobre eles a torre de Siloé eram mais culpados do que todos os outros habitantes de Jerusalém? Eu lhes digo que não! Mas se não se arrependerem, todos vocês também perecerão".
Então contou esta parábola: "Um homem tinha uma figueira plantada em sua vinha. Foi procurar fruto nela, e não achou nenhum.
Por isso disse ao que cuidava da vinha: ‘Já faz três anos que venho procurar fruto nesta figueira e não acho. Corte-a! Por que deixá-la inutilizar a terra?’
"Respondeu o homem: ‘Senhor, deixe-a por mais um ano, e eu cavarei ao redor dela e a adubarei. Se der fruto no ano que vem, muito bem! Se não, corte-a’ ".
INTRODUÇÃO
Jesus disse (novamente nessa ocasião) que todos são pecadores e isso independe do tipo de morte da pessoa (se natural, se trágica). Jesus também ensina que não há gradação de pecado (não há diferença entre pecado grande ou pecado pequeno: ambos levarão a pessoa para o inferno).
1 Jo 1.5-6 – “Esta é a mensagem que dele ouvimos e transmitimos a vocês: Deus é luz; nele não há treva alguma”.
Se afirmarmos que temos comunhão com ele, mas andamos nas trevas, mentimos e não praticamos a verdade.
Não é preciso mais do que 01 (um) simples pecado para fazer o homem escorregar, cair e perecer no inferno.
Não são apenas os pecados grandes ou os pecados capitais que levam ao inferno. Qualquer pecado, ainda que pequeno, impede a pessoa de entrar no céu e na presença de Deus.
Ouvir “Pecadores na mão de um Deus Irado” – Sermão Pregado em 08.07.1741 em Enfield, Connecticut, EUA, por Jonathan Edwards.
Dt. 32:35 – “no devido tempo os pés deles escorregarão”
Dt. 32:35 – “a seu tempo, quando resvalar o seu pé”
Durante a aula, ouvir a pregação até o minuto 5’30”.
DEUS E O PECADO
Deus não tolera qualquer pecado (seja grande ou pequeno).
Nada que esteja maculado pelo pecado pode estar ou ficar ao lado de Deus. E essa regra vale para a eternidade.
É por isso que o profeta Isaías disse:
Isaías 59:2 - Mas as suas maldades separaram vocês do seu Deus; os seus pecados esconderam de vocês o rosto dele, e por isso ele não os ouvirá.
A mesma ideia está em Romanos 3.23: “pois todos pecaram e estão destituídos da glória de Deus.”
E o que fazer com o pecado?
Desde sempre, Deus já demonstrou que o pecado deve ser aniquilado. Ele mesmo fez o primeiro sacrifício em favor de Adão e Eva.
Gênesis 3:21 – “E o Senhor Deus fez roupas de peles de animais para Adão e sua mulher.” (NVT)
Com o êxodo do Egito, o Senhor inicia um processo de aproximação com o povo:
Êxodo 29:45,46 – “E habitarei no meio dos israelitas e lhes serei o seu Deus. Saberão que eu sou o Senhor, o seu Deus, que os tirou do Egito para habitar no meio deles. Eu sou o Senhor, o seu Deus."
Levítico 26:12 – “Andarei entre vocês e serei o seu Deus, e vocês serão o meu povo.”
E, com relação aos pecados, Deus estabeleceu regra para perdão do pecado:
Levítico 1:1-4 - Da Tenda do Encontro o Senhor chamou Moisés e lhe ordenou:
"Diga o seguinte aos israelitas: Quando alguém trouxer um animal como oferta ao Senhor, que seja do gado ou do rebanho de ovelhas.
"Se o holocausto for de gado, oferecerá um macho sem defeito. Ele o apresentará à entrada da Tenda do Encontro para que seja aceito pelo Senhor, e porá a mão sobre a cabeça do animal do holocausto para que seja aceito como propiciação em seu lugar.
Hebreus 9:22 – “De fato, segundo a Lei, quase todas as coisas são purificadas com sangue, e sem derramamento de sangue não há perdão/remissão.”
E como vai ser a eternidade com Ele (sem nenhum pecado):
1 Jo 1.5-6 – “Esta é a mensagem que dele ouvimos e transmitimos a vocês: Deus é luz; nele não há treva alguma.”
Se afirmarmos que temos comunhão com ele, mas andamos nas trevas, mentimos e não praticamos a verdade.
CRISTÃOS – TRAGÉDIAS – MORTE FÍSICA
Nesse mundo, em regra, o que acontece ao ímpio também acontece ao justo.
Mateus 5:45: “Porque ele faz raiar o seu sol sobre maus e bons e derrama chuva sobre justos e injustos.”
Eclesiastes 9:1-3
Refleti nisso tudo e cheguei à conclusão de que os justos e os sábios, e aquilo que eles fazem, estão nas mãos de Deus. O que os espera, se amor ou ódio, ninguém sabe.
Todos partilham um destino comum: o justo e o ímpio, o bom e o mau, o puro e o impuro, o que oferece sacrifícios e o que não oferece. O que acontece com o homem bom, acontece com o pecador; o que acontece com quem faz juramentos, acontece com quem teme fazê-los.
Este é o mal que há em tudo o que acontece debaixo do sol: O destino de todos é o mesmo.
Eclesiastes 9:11 - "Percebi ainda outra coisa debaixo do sol: Os velozes nem sempre vencem a corrida; os fortes nem sempre triunfam na guerra; os sábios nem sempre têm comida; os prudentes nem sempre são ricos; os instruídos nem sempre têm prestígio; pois o tempo e o acaso afetam a todos."
Essa é a regra geral.
Obs.: um dia Deus fará a diferença entre o justo e o injusto (Malaquias 3.18), isto é, quando ele julgar a todos e implantar o seu reino.
O que podemos fazer????
O próprio Jesus diz que podemos orar para que Deus nos livre do MAL (Mateus 6:9-13).
Com relação às AFLIÇÕES do dia a dia, o próprio Jesus disse que nós as teríamos neste mundo (João 16.33). "Eu lhes disse essas coisas para que em mim vocês tenham paz. Neste mundo vocês terão aflições; contudo, tenham ânimo! Eu venci o mundo".
Mas, com relação às aflições, podemos fazer a mesma oração de Jabez (1 Crônicas 4.10):
“Jabez invocou o Deus de Israel, dizendo: Oh! Tomara que me abençoes e me alargues as fronteiras, que seja comigo a tua mão e me preserves do mal, de modo que não me sobrevenha aflição! E Deus lhe concedeu o que lhe tinha pedido.”
CONTEXTO DA PARÁBOLA
No capítulo 12 de Lucas, Jesus fala sobre: a necessidade de conversão do homem; de colocar o Reino de Deus em primeiro lugar na vida; de estar pronto para servir a Deus; e de estar preparado para o Dia do retorno de Jesus.
LUCAS 13:1-3 – CRUELDADE DO HOMEM – MORTE TRÁGICA E REPENTINA
No início do capítulo 13, os judeus narram a Jesus o assassinato de alguns galileus (judeus) que ofereciam sacrifícios no Templo em Jerusalém. Naquela ocasião, o governador romano da província da Judeia, Pilatos, executara aqueles galileus e misturara o sangue deles com o sangue dos animais que eles sacrificaram no templo.
Talvez, contando essa história a Jesus, a intenção dos judeus da Judeia fosse acusar os galileus de serem homens mais pecadores, ou, também, induzir Jesus a criticar Pilatos.
Naquela ocasião, alguns dos que estavam presentes contaram a Jesus que Pilatos misturara o sangue de alguns galileus com os sacrifícios deles.
Jesus respondeu: "Vocês pensam que esses galileus eram mais pecadores que todos os outros, por terem sofrido dessa maneira?
Eu lhes digo que não! Mas se não se arrependerem, todos vocês também perecerão.
Em seguida, em Lucas 13:4-5, Jesus questiona:
LUCAS 13:4-5 – TRAGÉDIA NATURAL – MORTE TRÁGICA E REPENTINA
Lucas 13:4-5
Ou vocês pensam que aqueles dezoito que morreram, quando caiu sobre eles a torre de Siloé, eram mais culpados do que todos os outros habitantes de Jerusalém?
Eu lhes digo que não! Mas se não se arrependerem, todos vocês também perecerão".
Nesse outro exemplo, temos uma tragédia natural, o desabamento de uma torre que soterrou dezoito judeus.
Note que, no primeiro exemplo, a morte foi de galileus (Norte), e, no segundo, dos judeus da Judeia (Sul).
Tanto os da Galileia quanto os da Judeia, tanto assassinatos quanto tragédias naturais, estão englobadas no ensino de Jesus.
Os judeus sabiam muito bem que o pecar contra Deus leva ao julgamento e à morte, princípio este que já vem no primeiro livro da Bíblia: Gênesis, capítulo 2, versículo 17.
Porém, a partir disso, eles desenvolveram a ideia (ainda presente em nossos dias) de que toda morte precoce e/ou trágica acontecia como resultado de um pecado extremo.
A Bíblia diz que a consequência do pecado é a morte espiritual – distanciamento espiritual de Deus (Romanos 6:23) e, também, que o pecado gera consequências em vida, podendo abreviar a vida de uma pessoa e/ou causar sofrimentos a ela e à sua descendência (iniquidade herdada). Vejamos dois versículos:
Êxodo 20:12
"Honra teu pai e tua mãe, a fim de que tenhas vida longa na terra que o Senhor teu Deus te dá.
Honrar os pais carrega uma promessa de longevidade. Logo, a desonra e desobediência aos pais pode dar causa a uma morte precoce.
Êxodo 20:5,6
Não te prostrarás diante deles nem lhes prestarás culto, porque eu, o Senhor teu Deus, sou Deus zeloso, que visito a iniquidade dos pais nos filhos até a terceira e quarta geração daqueles que me desprezam, mas trato com bondade até mil gerações aos que me amam e guardam os meus mandamentos.
Êxodo 20:5-6 nos mostra que os filhos podem colher as consequências dos pecados e iniquidades dos seus pais em sua geração. São princípios de causa e efeito no mundo espiritual.
Porém, não é verdade que toda doença, sofrimento, morte trágica ou precoce seja colheita de algum pecado pessoal grave. Jesus demonstra essa verdade em João 9:1-3:
João 9:1-3
Ao passar, Jesus viu um cego de nascença.
Seus discípulos lhe perguntaram: "Mestre, quem pecou: este homem ou seus pais, para que ele nascesse cego? "
Disse Jesus: "Nem ele nem seus pais pecaram, mas isto aconteceu para que a obra de Deus se manifestasse na vida dele.
Assim sendo, o Senhor pode recolher qualquer pessoa, de qualquer modo (morte natural ou trágica), no tempo e na hora em que desejar, pois Ele tem propósitos e uma missão para cada vida que só Ele conhece. Ele determina o dia inicial e o dia final para cada pessoa, e não nos cabe julgar a causa ou o modo da morte de ninguém.
Um exemplo: num tsunami, morrem pessoas ímpias (não convertidas), filhos de Deus (convertidos), crianças e bebês. Mas, na vida eterna, Deus tem reservada a salvação ou a condenação para cada um desses, considerados individualmente. Por exemplo: os bebês podem ser atingidos por uma morte precoce, mas passarão a eternidade com o Senhor.
Outro exemplo: no Antigo Testamento, conforme Israel avançava conquistando as nações ao seu redor, morriam, também, crianças daqueles povos. Nesses casos, a iniquidade de um povo pode gerar consequências catastróficas à sua gente como nação, o que não significa que todos, ali, estão morrendo devido a um pecado grave individual.
Gênesis 15:16
E a quarta geração tornará para cá; porque a medida da iniquidade dos amorreus não está ainda cheia.
Nesse versículo, o Senhor declarou que estava esperando a medida da injustiça (pecados) do povo amorreu se encher (como uma taça a transbordar) antes de julgar aquela nação, por meio do avanço militar de Israel.
De todo modo, não cabe a nós julgar tais coisas.
Como Jesus disse em Lucas 13:2-5: "vocês pensam que esses galileus eram mais pecadores que todos os outros, por terem sofrido dessa maneira? Eu lhes digo que não! Mas se não se arrependerem, todos vocês também perecerão. Ou vocês pensam que aqueles dezoito que morreram, quando caiu sobre eles a torre de Siloé, eram mais culpados do que todos os outros habitantes de Jerusalém? Eu lhes digo que não! Mas se não se arrependerem, todos vocês também perecerão".
Enquanto as pessoas ao redor de Jesus estavam falando de mortes físicas trágicas, Jesus estava ensinando sobre o perigo da morte espiritual causada pelo pecado.
Temos que nos arrepender da nossa condição pecadora em vida, entregando a Jesus o domínio do nosso ser.
A morte espiritual é o distanciamento espiritual do homem com relação a Deus ocasionado pelo pecado. A morte espiritual leva à morte eterna, que é a vida eterna longe de Deus.
Isaías 59:2
Mas as vossas iniquidades fazem separação entre vós e o vosso Deus; e os vossos pecados encobrem o seu rosto de vós, para que não vos ouça.
Romanos 6:23
Porque o salário do pecado é a morte.
João 3:36
Aquele que crê no Filho tem a vida eterna; mas aquele que não crê no Filho não verá a vida, mas a ira de Deus sobre ele permanece.
João 3:18
Quem crê nele não é condenado; mas quem não crê já está condenado, porquanto não crê no nome do unigênito Filho de Deus.
Portanto, devemos nos preocupar mais com a nossa eternidade, nos empenhando em viver como amigos e filhos de Deus, do que com o tipo de morte que iremos enfrentar.
A PARÁBOLA DA FIGUEIRA
Logo depois, Jesus começa a contar a parábola da figueira sem frutos:
Lucas 13:6-8
Então contou esta parábola: "Um homem tinha uma figueira plantada em sua vinha. Foi procurar fruto nela, e não achou nenhum.
Por isso disse ao que cuidava da vinha: ‘Já faz três anos que venho procurar fruto nesta figueira e não acho. Corte-a! Por que deixá-la inutilizar a terra?’
"Respondeu o homem: ‘Senhor, deixe-a por mais um ano, e eu cavarei ao redor dela e a adubarei. Se der fruto no ano que vem, muito bem! Se não, corte-a’ ".
Há estudos apresentando a figueira como a nação de Israel eleita por Deus desde o princípio da História. Por ter rejeitado o Messias (Jesus) e não produzir os frutos esperados por Deus, os judeus seriam temporariamente apartados da missão de representar o Senhor na terra, sendo substituídos pela Igreja de Cristo (composta por judeus e gentios/estrangeiros).
Mas, nesse estudo, colocaremos o foco na lição que a parábola traz no aspecto individual, considerando a figueira como cada um de nós, e o dono da vinha como o Senhor Deus.
1. A FIGUEIRA
O figo é um pseudofruto, assim como o morango, o abacaxi, o caju e a framboesa. A parte comestível não se origina do ovário da flor, mas de outras partes florais.
O sistema de reprodução da figueira é bem curioso (por meio de vespas polinizadoras que entram no figo). A árvore pode ser cultivada por semeadura ou estaquia.
A figueira é a primeira árvore citada na Bíblia, em Gênesis 3:7.
O figo era cultivado em todas as civilizações antigas. Por exemplo, na Grécia Antiga, era considerado um alimento importante, que não podia ser exportado.
A figueira pode atingir até 10 metros de altura.
1.a. Deus tem um propósito para cada um de nós
Lucas 13:6
Então contou esta parábola: "Um homem tinha uma figueira plantada em sua vinha. Foi procurar fruto nela, e não achou nenhum.
Na parábola, podemos observar que a figueira foi plantada pelo dono da vinha. Não brotou acidentalmente. Seu crescimento e produção de frutos foram planejados pelo fazendeiro.
O dono da vinha (o Senhor) tinha um plano para aquela figueira: que ela crescesse e entregasse frutos para ele.
Da mesma forma, Deus tem um propósito para cada um de nós.
Somos chamados a seguir Jesus, obedecer aos seus mandamentos, nos tornarmos semelhantes a Ele, sermos guiados pelo Espírito Santo, testemunhar do Evangelho, etc.
Além disso, o Senhor tem um chamado específico para nós, que envolve nosso viver no contexto em que estamos, com os recursos de que dispomos, e teremos que prestar contas desse chamado ao Senhor.
Ex.1. pessoa que tem o dom da Palavra e é chamada ao ministério integral: estudar a Palavra e pregar o Evangelho.
Ex.2. mulher que é chamada a ser mãe e cuidar de sua família com excelência, vivendo a interceder pelas pessoas.
Ex.3. pessoa que recebeu um dom de sabedoria e inteligência, que glorificará a Deus na área da ciência.
João 15:16
Vocês não me escolheram, mas eu os escolhi para irem e darem fruto, fruto que permaneça, a fim de que o Pai lhes conceda o que pedirem em meu nome.
João 15:8
Meu Pai é glorificado pelo fato de vocês darem muito fruto; e assim serão meus discípulos.
Deus espera de nós que demos fruto para ele, fruto duradouro (que permaneça), a fim de glorificar o nome do Senhor.
1.b. Os frutos
Os frutos verdadeiros não têm a ver com o que eu faço (boas obras), mas, principalmente, com O QUE EU SOU EM CRISTO.
Observe Gálatas 5:22-23:
Gálatas 5:22,23
Mas o fruto do Espírito é amor, alegria, paz, paciência, amabilidade, bondade, fidelidade,
mansidão e domínio próprio. Contra essas coisas não há lei.
Deus quer que tenhamos esse fruto de forma perene (permanente), de forma que ele faça parte do nosso ser.
Ex. bondade – fruto do Espírito.
Consequentemente, se produzimos esse fruto de forma constante, ele nos conduzirá a realizar boas obras.
Ex. pessoa bondosa pelo Espírito, que pratica atos de bondade.
As boas obras são consequência da salvação, de o homem ter nascido de Deus, ter sido transformado pelo Espírito Santo. Se andarmos verdadeiramente pelo Espírito, realizaremos boas obras.
Efésios 2:8-10
Pois vocês são salvos pela graça, por meio da fé, e isto não vem de vocês, é dom de Deus; não por obras, para que ninguém se glorie.
Porque somos criação de Deus realizada em Cristo Jesus para fazermos boas obras, as quais Deus preparou de antemão para que nós as praticássemos.
Tiago 2:17
Assim também a fé, por si só, se não for acompanhada de obras, está morta.
Uma pessoa cheia do Espírito de Deus e seu fruto necessariamente produzirá frutos bons. Uma pessoa que anda pelas obras da carne colherá frutos ruins.
Gálatas 5:16
Por isso digo: vivam pelo Espírito, e de modo nenhum satisfarão os desejos da carne.
Pode alguém colher uvas de um espinheiro ou figos de ervas daninhas?
Semelhantemente, toda árvore boa dá frutos bons, mas a árvore ruim dá frutos ruins.
A árvore boa não pode dar frutos ruins, nem a árvore ruim pode dar frutos bons.
1.c. A não correspondência ao chamado gera uma demanda por juízo
Em várias partes da Palavra, verificamos que a não correspondência ao chamado de Deus gera uma demanda pelo Juízo divino.
Vejamos alguns exemplos:
Lucas 13:7
Por isso disse ao que cuidava da vinha: ‘Já faz três anos que venho procurar fruto nesta figueira e não acho. Corte-a! Por que deixá-la inutilizar a terra? ’
Mateus 7:19
Toda árvore que não produz bons frutos é cortada e lançada ao fogo.
Lucas 3:8,9
Deem frutos que mostrem o arrependimento. (...)
O machado já está posto à raiz das árvores, e toda árvore que não der bom fruto será cortada e lançada ao fogo".
João 15:2
Todo ramo que, estando em mim, não dá fruto, ele corta; e todo que dá fruto ele poda*, para que dê mais fruto ainda.
* disciplina
João 15:5,6
"Eu sou a videira; vocês são os ramos. Se alguém permanecer em mim e eu nele, esse dá muito fruto; pois sem mim vocês não podem fazer coisa alguma.
Se alguém não permanecer em mim, será como o ramo que é jogado fora e seca. Tais ramos são apanhados, lançados ao fogo e queimados.
A história do Sacerdote Eli (a partir de 1 Samuel 2), que não corrigiu as condutas pecaminosas de seus dois filhos: Hofni e Fineias, apesar da advertência do Senhor. Tanto Eli quanto seus filhos tiveram mortes trágicas e precoces.
O Senhor é dono de todas as almas (Ezequiel 18:4). Ele detém o direito de dar a vida e tirá-la de cada ser humano, de acordo com seu desígnio soberano.
Se Ele nos faz com um propósito e não o atendemos, passamos a viver inutilmente para o reino de Deus. Sendo assim, Ele tem o direito exclusivo de ceifar a vida de uma pessoa que não esteja produzindo os frutos esperados.
Outro exemplo é a figueira que Jesus amaldiçoou:
Marcos 11:13-14;19-21
Vendo à distância uma figueira com folhas, foi ver se encontraria nela algum fruto. Aproximando-se dela, nada encontrou, a não ser folhas, porque não era tempo de figos.
Então lhe disse: "Ninguém mais coma de seu fruto". E os seus discípulos ouviram-no dizer isso.
(...)
Ao cair da tarde, eles saíram da cidade.
De manhã, ao passarem, viram a figueira seca desde as raízes.
Lembrando-se Pedro, disse a Jesus: "Mestre! Vê! A figueira que amaldiçoaste secou!"
Há certo consenso de que a figueira, nessa passagem, representa a nação de Israel, que foi temporariamente “ceifada” após ter rejeitado Jesus como o Messias.
De tudo isso, podemos concluir que: se a árvore não der fruto, Deus pode cortar.
2. O INTERCESSOR
Lucas 13:7-9
Por isso disse ao que cuidava da vinha: ‘Já faz três anos que venho procurar fruto nesta figueira e não acho. Corte-a! Por que deixá-la inutilizar a terra?’
"Respondeu o homem: ‘Senhor, deixe-a por mais um ano, e eu cavarei ao redor dela e a adubarei. Se der fruto no ano que vem, muito bem! Se não, corte-a’ ".
A figura do homem que intercede em favor da figueira é a do próprio intercessor, que apela, em oração, pela vida de alguém.
Aqui tiramos uma importante lição: a intercessão pode levar o Senhor a estender a vida de pessoas. Temos um exemplo no Antigo Testamento: Moisés.
Êxodo 32:9-14
“Disse o Senhor a Moisés: "Tenho visto que este povo é um povo obstinado.
Deixe-me agora, para que a minha ira se acenda contra eles, e eu os destrua. Depois farei de você uma grande nação".
Moisés, porém, suplicou ao Senhor, o seu Deus, clamando: "Ó Senhor, por que se acenderia a tua ira contra o teu povo, que tiraste do Egito com grande poder e forte mão?
Por que diriam os egípcios: ‘Foi com intenção maligna que ele os libertou, para matá-los nos montes e bani-los da face da terra’? Arrepende-te do fogo da tua ira! Tem piedade, e não tragas este mal sobre o teu povo!
Lembra-te dos teus servos Abraão, Isaque e Israel, aos quais juraste por ti mesmo: ‘Farei que os seus descendentes sejam numerosos como as estrelas do céu e lhes darei toda esta terra que lhes prometi, que será a sua herança para sempre’ ".
E sucedeu que o Senhor arrependeu-se do mal que ameaçara trazer sobre o povo”.
A intercessão de Moisés lembrou a Deus de sua promessa com relação à descendência de Abraão, que seria numerosa como as estrelas do céu (versículo 13).
Seguindo esse modelo, devemos colocar em nossa intercessão as promessas da própria Palavra de Deus.
Certamente, a intercessão poderá influenciar no resultado final daquilo pelo que se ora. Trata-se de uma cooperação: a soberania de Deus + a intercessão = resultados extraordinários.
Obviamente, a intercessão deve levar em conta os atributos do Senhor e Sua vontade, que é boa, perfeita e agradável (Romanos 12:2).
Nem sempre a intercessão será atendida. Posso orar por alguém que não crê em Deus, para que creia. Apesar de todas as chances que Deus dará à pessoa, multiplicadas, também, por causa da intercessão, esse alguém poderá continuar optando por não crer. Isso porque as pessoas têm livre-arbítrio, e o Senhor nunca forçará ninguém, contra sua vontade, a crer Nele.
Outro exemplo: em uma situação de doença, posso querer interceder pela vida de alguém de minha família só para tê-la perto por mais tempo, mas a vontade do Senhor é levá-la para perto Dele e dar fim a seu sofrimento terreno.
Enfim, nosso papel é interceder sempre, procurando, com a ajuda do Espírito Santo, discernir o que o Senhor pretende fazer em cada situação.
3. A ESCAVAÇÃO E O ADUBO
Lucas 13:8-9
"Respondeu o homem: ‘Senhor, deixe-a por mais um ano, e eu cavarei ao redor dela e a adubarei. Se der fruto no ano que vem, muito bem! Se não, corte-a’ ".
A escavação trata-se da remoção dos empecilhos que impedem uma pessoa de frutificar para Deus.
Ou seja, por meio da intercessão (homem que apela), Deus autorizará que sejam mudadas as circunstâncias ao redor da pessoa pela qual se pede, de tal modo a desobstruir suas raízes e livrar a árvore da infertilidade.
Não é um processo simples, mas trabalhoso e penoso.
Pode ser que Deus permita a piora de certas situações na vida de alguém, a fim de que a pessoa pare de viver da forma como está vivendo e se achegue a Ele.
Nesse processo, mudadas as circunstâncias (retirada a terra pobre/coração endurecido, os pedregulhos, etc.), será colocado adubo para tentar salvar a árvore.
O adubo (nutriente) para a planta é a ação da Palavra de Deus, que irá vivificar a árvore, fazendo-a frutificar.
Essa parábola nos ensina que o Senhor é muito misericordioso, podendo estender o tempo de vida de alguém, pela sua graça, para que essa pessoa corresponda aos seus desígnios.
2 Pedro 3:8,9 - Não se
esqueçam disto, amados: para o Senhor um dia é como mil anos, e mil anos como
um dia. O Senhor não demora em cumprir a sua promessa, como julgam alguns. Pelo
contrário, ele é paciente com vocês, não querendo que ninguém pereça,
mas que todos cheguem ao arrependimento.



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